Resenhas

Ilha do Medo, Dennis Lehane

Ilha do Medo

“No verão de 1954, o xerife Teddy Daniels chega a Shutter Island com seu novo parceiro, Chuck Aule. A dupla deverá investigar a fuga de uma interna do Hospital Psiquiátrico Ashecliffe, reservado a pacientes criminosos, em meio à angustiante expectativa de um furacão que precipita uma revolta entre os presos, levando o medo ao limite. “

 

 

Sou totalmente viciada no filme com Leonardo Dicaprio e Mark Ruffalo e não sabia que era baseado em um livro, quando soube corri para ler. O livro é tão maravilhoso quanto o filme e com certeza já foi para minha lista de favoritos.

Teddy Daniels e Chuck Aule são dois xerifes que foram designados para investigarem o misterioso desaparecimento de uma paciente do Hospital Psiquiátrico Ashecliffe – na verdade é uma prisão de segurança máxima para criminosos esquizofrênicos. Rachel Solando, uma simples dona de casa que matou seus três filhos afogados, fugiu sem sapatos, conseguiu passar por uma porta trancada a chave por fora e passar sem ser vista por nenhum guarda. No quarto dela, a única pista é um código que Teddy decifra e um questionamento: quem é o paciente 67? Os diretores do hospital não ajudam muito no caso, não permitindo que os xerifes possam olhar os registros da paciente e do médico dela que, coincidentemente, saiu de férias na manhã seguinte ao desaparecimento da paciente.

Teddy é o protagonista dessa história. Herói de guerra, vive uma vida solitária e infeliz desde que sua mulher foi morta em um incêndio causado por um incendiário que se encontra preso na ilha: Andrew Laddies. Devido á isso, Teddy investiga Ashecliffe há algum tempo e descobriu que eles fazem experimentos com os pacientes na ilha. Ele entra em contato com George Noise, um ex paciente da ilha, que depois de ser solto matou a facadas um desconhecido e, no julgamento, implorou para não voltar para o hospital.

“A simpatia é o luxo dos que ainda acreditam na verdade essencial das coisas. Na pureza e nas cerquinhas brancas em torno das casas e das famílias”.

O livro se passa durante os dias em que eles se encontram no hospital. Tem uma tempestade chegando, o que complica as buscas pela paciente desaparecida. E, é claro, deixa o leitor na duvida: se o hospital fica em uma ilha onde a única maneira de sair é de barco, controlado pelo hospital, como Rachel sumiu? E se ela se encontra ainda na ilha, como ela está sobrevivendo com a tempestade? Essas perguntas são respondidas e deixa o leitor de queixo caído.

Dennis Lehane entrega para o leitor uma história claustrofóbica, envolvente e de tirar o fôlego. A trama mexe com o psicológico do leitor, fazendo questionar o que é dado como certo e acreditar no duvidoso. Como falei no inicio da resenha, vi o filme antes do livro e agora depois de terminar a leitura posso afirmar que o diretor Martin Scorsese foi fiel ao livro. A leitura é maravilhosa e já estou louca para ler outros livros do autor.

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