Resenhas

A Revolução dos Bichos, George Orwell

A Revolução dos Bichos“Cansados da exploração a que são submetidos pelos humanos, os animais da Granja do Solar rebelam-se contra seus donos e tomam posse da fazenda, com o objetivo de instituir um sistema cooperativo e igualitário, sob o slogan ‘Quatro pernas bom, duas pernas ruim’. Mas não demora muito para que alguns bichos voltem a usufruir de privilégios, reinstituindo aos poucos um regime de opressão, agora inspirado no lema ‘Todos os bichos são iguais, mas alguns bichos são mais iguais que outros’. A história da insurreição libertária dos animais é reescrita de modo a justificar a nova tirania, e os dissidentes desaparecem ou são silenciados à força. Instrumentalizada na época da Guerra Fria como arma anticomunista, A Revolução dos Bichos transcende os marcos históricos da ditadura stalinista que a inspirou e resplandece hoje, passados mais de sessenta anos de seu surgimento, como uma das mais extraordinárias fábulas sobre o poder que a literatura já produziu.”

Na Granja do Solar, o porco Major sonha com um mundo depois que os humanos desaparecerem. Inspirado por seu sonho, ele discursa para os outros animais sobre igualdade e a tirania perversa dos humanos. Depois que Major morre, os animais se revoltam e tomam o controle da Granja do Solar, expulsando o dono da propriedade. A fazenda torna-se “Granja dos bichos” e agora os animais plantam e colhem em benefício próprio em um sistema igualitário.

“Lembrai-vos também de que na luta contra o Homem não devemos ser como ele. Mesmo quando o tenhais derrotado, evitai-lhe os vícios. Animal nenhum deve morar em casas, nem dormir em camas, nem usar roupas, nem beber álcool, nem fumar, nem tocar em dinheiro, nem comerciar. Todos os hábitos do Homem são maus. E principalmente, jamais um animal deverá tiranizar outros animais. Fortes ou fracos, espertos ou simplórios, somos todos irmãos. Todos os animais são iguais.”

Porém, o que no início era uma maravilha, acaba se transformando em uma tirania. Os porcos que são os líderes – por serem mais inteligentes e espertos que os outros animais – começam a discordar entre eles. A partir daí, Orwell mostra a exploração dos animais por seus semelhantes.

Napoleão e Bola-de-neve são os principais lideres, entretanto eles pensam diferente e, como a maioria apoia Bola-de-neve, Napoleão arma um plano de sucesso para expulsar Bola-de-neve da granja e taxá-lo de traidor. Neste momento em diante, Napoleão lidera a granja de forma ditatorial. É protegido por cães ameaçadores e tem o porco Garganta como seu braço direito, que anda pela granja defendendo seu mestre e manipulando os outros animais. Conforme os anos passam, os animais presentes no início da Revolução morrem e, aos poucos, vão se esquecendo dos ideais que foram o motivo inicial para tal Revolução.

A Revolução dos Bichos foi escrito em 1945, em plena Segunda Guerra Mundial, como uma sátira a ditadura stalinista. Utilizando os animais como protagonistas, Orwell mostra o efeito que o poder tem sobre o homem e como é fácil se corromper. A fábula traz temas atuais, mesmo após sessenta anos de sua criação: a censura, a criação do sentimento de terror perante um inimigo em comum, a perpetuação da ignorância da população, o objetivo de manter uma casta privilegiada no poder.

Sendo uma leitura rápida – contando apenas com 147 páginas – A revolução dos bichos deveria ser lido por todos, pelo menos uma vez na vida.

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