Resenhas

Boneco de Pano, Daniel Cole

Boneco de Pano“O polêmico detetive William Fawkes, conhecido como Wolf, acaba de voltar à ativa depois de meses em tratamento psicológico por conta de uma tentativa de agressão. Ansioso por um caso importante, ele acredita que está diante da grande chance de sua carreira quando Emily Baxter, sua amiga e ex-parceira de trabalho, pede a sua ajuda na investigação de um assassinato. O cadáver é composto por partes do corpo de seis pessoas, costuradas de forma a imitar um boneco de pano. Enquanto Wolf tenta identificar as vítimas, sua ex-mulher, a repórter Andrea Hall, recebe de uma fonte anônima fotografias da cena do crime, além de uma lista com o nome de seis pessoas – e as datas em que o assassino pretende matar cada uma delas para montar o próximo boneco. O último nome na lista é o de Wolf. Agora, para salvar a vida do amigo, Emily precisa lutar contra o tempo para descobrir o que conecta as vítimas antes que o criminoso ataque novamente. Ao mesmo tempo, a sentença de morte com data marcada desperta as memórias mais sombrias de Wolf, e o detetive teme que os assassinatos tenham mais a ver com ele – e com seu passado – do que qualquer um possa imaginar. Com protagonistas imperfeitos, carismáticos e únicos, aliados a um ritmo veloz e uma deliciosa pitada de humor negro, Boneco de Pano é o que há de mais promissor na literatura policial contemporânea.”

“Nenhuma daquelas pessoas fazia ideia do monstro que passava por elas: um lobo em pele de cordeiro.”

O detetive William Fawkes, mais conhecido como Wolf, foi afastado por agressão e submetido a um tratamento psiquiátrico. Agora, de volta ao trabalho, ele se depara com um caso chocante: um corpo feito com seis partes de vítimas diferentes. O que mais intriga Wolf é que o corpo está na janela do apartamento de frente para o dele, com a mão apontando para a sua janela. Para deixar as coisas mais complicadas, a ex-esposa de Wolf, a repórter Andrea Hall, recebe um envelope contendo fotos de diferentes ângulos do corpo e uma lista com as seis novas vítimas – e data do futuro assassinato. E o nome de Fawkes é o último da lista.

Ao lado de sua amiga e colega, Emily Baxter, Wolf precisa correr contra o tempo para encontrar as vítimas e protegê-las, enquanto tenta capturar o assassino. Descobrir quem são os mortos e achar a ligação entre eles parece ser o caminho mais rápido a seguir para encontrar o serial killer. Durante a investigação, Wolf percebe que seu passado não foi deixado para trás, como ele imaginava.

O assassino é extremamente inteligente. Ele está sempre um passo a frente da polícia e parece sempre pensar como os investigadores. Suas mortes são cruéis e todos ficam intrigados com a facilidade que o assassino tem para descobrir os planos da polícia antes mesmos deles porem em prática.

“Sete mortos… e até agora as únicas armas identificadas foram flores, uma bombinha e um peixe. […] Lembra-se dos velhos tempos quando as pessoas tinham a decência de simplesmente sacar um revólver e atirar nas outras?”

O livro tem um ritmo eletrizante, que faz o leitor devorar as páginas para desvendar o crime logo. Escrito em terceira pessoa, nos aprofundamos na vida de todos os personagens importante da trama. E assim podemos saber o que eles estão sentindo com a onda de medo que o assassino transmite, mesmo que seu nome não esteja na lista.

Gostei bastante que o autor mostra bem o conflito que a mídia tem com a polícia em casos desse tipo. Através de Andrea, que ao mesmo tempo quer fazer o bem e quer ganhar destaque no jornal em que trabalha, vemos o quanto a mídia quer ser a primeira a ter o furo de reportagem independente das consequências que isso pode causar. Seu editor faz de tudo para conseguir audiência, mesmo que para isso precise atrapalhar o andamento das investigações, colocando a vida de várias pessoas em risco.

Uma coisa que achei bem intrigante foi que o detetive Wolf era para ser o personagem destaque da história. Pelo fato dele ser o melhor detetive da polícia de Londres, por ele estar dentre as futuras vítimas, porém quem rouba a cena é um novato que só leva esporro dos colegas veteranos. Edmunds prova que ele não está ali só por brincadeira, que ele realmente quer desvendar crimes. Ele é extremamente sagaz, ligando os pontos e fazendo descobertas que realmente valiam de alguma coisa dentro da investigação. Gostei muito do personagem e espero vê-lo de novo nos próximos livros.

“Você está tentando me antagonizar, não está? Por isso eu gosto de você, William. É um homem tenaz, determinado. Se os juízes precisam de mais provas, você inventa essas provas. Se um réu é absolvido pelos jurados, você espanca esse mesmo réu até a morte. Se é afastado da polícia, você dá um jeito e acaba voltando. E mesmo quando está cara a cara com a própria morte, agarra-se à vida com unhas e dentes. É admirável. Realmente admirável.”

Boneco de Pano é o primeiro livro de uma série que terá o Detetive Wolf como o protagonista. O autor Daniel Cole escreveu o livro como o piloto de uma série de TV. A trama é surpreendente, fazendo com que o leitor imagine várias teorias antes de os presentear com um final excelente – e que ninguém conseguiu imaginar. O final encerra essa trama sem pontas soltas, mas deixando uma abertura para um próximo livro. Um dos melhores livros de suspense que eu tive o prazer de ler nesse ano.

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