Resenhas

As Crônicas de Gelo e Fogo: O Festim dos Corvos

O Festim dos Corvos“Dando continuidade à saga mais ambiciosa e imaginativa desde O Senhor dos Anéis, As Crônicas de Gelo e Fogo prosseguem após o violento triunfo dos traidores. Enquanto os senhores de Norte lutam incessantemente uns contra os outros e os Homens de Ferro estão prestes a emergir como uma força implacável, a rainha regente Cersei tenta manter intacta a força dos leões em Porto Real. Os jovens lobos, sedentos por vingança, estão dispersos pela terra, cada um envolvido à sua maneira no perigoso jogo dos tronos. Arya abandonou Westeros rumo a Bravos, Bran desapareceu na vastidão enigmática para além da Mulralha, Sansa está nas mãos do ambicioso e maquiavélico Mindinho, Jon Snow foi proclamado comandante da Muralha, mas tem que enfrentar a vontade férrea do rei Stannis. No meio de toda a intriga, do outro lado do mar começam a surgir histórias sobre dragões e fogo… Quando Euron Greyjoy consegue ser escolhido como o rei das Ilhas de Ferro, não são apenas essas ilhas que tremem. Olho de Corvo tem como objetivo declarado conquistar Westeros. E seu povo parece acreditar nele. Mas conseguirá Olho de Corvo cumprir seu objetivo? Em Porto Real, Cersei enreda-se cada vez mais nas teias da corte. Desprovida de apoio da família e cercada por um conselho que ela mesma considera incapaz, precisa lidar ainda com a ameaçadora presença de uma nova corrente militante da Fé. Como se desvencilhará de tal enredo? A guerra está prestes a terminar, mas as terras fluviais continuam assoladas por bandos de salteadores. Apesar da morte do Jovem Lobo, Correrrio ainda resiste ao poderio dos Lannisters, e Jaime parte para conquistar o baluarte dos Tully. O mesmo Jaime que jurara solenemente a Catelyn Stark não voltar a pegar em armas contra os Tully ou os Stark. Mas todos sabem que o Regicida é um homem sem honra. Ou será que estão todos errados?”

Na Guerra dos Cinco Reis já não são mais cinco supostos reis que disputam o Trono de Ferro. Balon Greyjoy, Lorde das Ilhas de Ferro está morto. Robb Stark, Rei do Norte, foi brutalmente atacado no Casamento Vermelho. Renly Baratheon foi assassinado por uma sombra. Joffrey, atual Rei de Westeros, foi envenenado em seu próprio casamento. Stannis Baratheon ainda continua na disputa pelo Trono de Ferro que agora é ocupado pelo irmão mais novo de Joffrey, Tommen.

Nesse quarto volume da série, teremos pela primeira vez o ponto de vista de Cersei Lannister. Com a morte de Tywin Lannister, Cersei está mais maquiavélica do que nunca, ela é a Rainha Regente e tenta colocar os Sete Reinos no eixo. Atormentada por uma antiga profecia que recebeu quando ainda era apenas uma garotinha, Cersei vê a tal profecia se concretizar quando Tommen se casa com Margaery Tyrell, tornando-a a Rainha de Westeros. Na profecia de Maggy, a Rã, a vidente prevê que Cersei será a Rainha dos Sete Reinos, porém perderá o trono para uma Rainha mais jovem e bela. E que teria três filhos e os três iriam morrer. Pois bem, um já foi. Gostei dos capítulos de Cersei, pois achei interessante mergulhar na mente egocêntrica da personagem, ver suas ideias, seus desejos e seu maior medo: o irmão mais novo, Tyrion.

“Agora tudo que vejo são corvos em disputa pelo cadáver de Westeros.”

Diferente dos outros livros, em O Festim dos Corvos temos apenas alguns personagens conhecidos da série. O fato é que os livros quatro e cinco, Dança dos Dragões, são paralelos, portanto, personagens como Jon, Daenerys, Tyrion,  que não estão nesse quarto livro, estão no quinto volume da série.

É nesse volume que teremos a introdução da Fé Militante. George Martin vai colocando esse núcleo com calma na narrativa principal, construindo aos poucos o caminho para tal objetivo. Contudo, as consequências graves das manipulações e as melhores cenas da briga coma a Fé, ficam para o quinto livro.

Arya Stark chega a Braavos, na Casa do Preto e Branco que é um templo do Deus de Muitas Faces. Lá, a jovem Stark começa como uma noviça nos Homens Sem Rosto. Os Homens Sem Rosto não podem possuir uma identidade, portanto Arya assume a identidade da “Gata dos Canais” e se torna uma visão familiar nas ruas da cidade. Ela esconde sua espada Agulha ao invés de descartá-la como lhe é ordenado. Os Sacerdotes da Casa do Preto e Branco a cegam como punição por suas transgressões.

“A agulha era Robb, Bran, Rickon, a mãe o pai, até Sansa. Agulha era as muralhas cinzentas de Winterfell, e o riso do seu povo […] A agulha era o sorriso de Jon Snow.”

Sansa está se passando pela filha bastarda de Mindinho, Alayne Stone. Os dois estão no Ninho da Águia, onde a tia de Sansa, a Senhora Lysa Arryn acaba de falecer e Mindinho fica como governante do Vale. Enquanto Sansa se torna a figura materna para o mimado Robin Arryn, Mindinho enfrenta os vários lordes do Vale que não estão satisfeitos com o fato dele ser o Senhor Protetor de Lorde Robert. Contudo, Mindinho consegue a aprovação para tal posto através de suas manipulações.

O Festim dos Corvos pode ter sido um balde de água fria para muitos após o frenesi de A Tormenta de Espadas, porém, o livro foca nas intrigas políticas. Isso é o verdadeiro jogo dos tronos: não o que é travado nos campos de batalhas, mas sim o que é jogado na calada da noite, por trás de portas bem fechadas. As reviravoltas que acontecem nesse livro são de tirar o fôlego, com mentiras, falsidades e segredos desvendados.

Mais uma vez George Martin nos mostra sua genialidade na construção de As Crônicas de Gelo e Fogo.

Leia também:
A Guerra dos Tronos.
A Fúria dos Reis.
A Tormenta de Espadas.

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