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Crítica: Liga da Justiça

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Um dos filmes mais aguardados do ano finalmente chegou nas telas do cinema. Dividindo opiniões, DC Comics entrega uma Liga da Justiça sem o tom sombrio, porém sem perder a identidade. Um filme leve e, por vezes, cômico.

Diana Prince (Gal Gadot) e Bruce Wayne (Ben Affleck) percebem que há uma ameaça de destruição da humanidade e, para deter o perigoso Lobo da Estepe (Ciarán Hinds), eles precisam unir outros super-heróis. Sem a ajuda do Superman (Henry Cavill), eles precisarão da ajuda de Flash (Ezra Miller), Aquaman (Jason Momoa) e Ciborgue (Ray Fisher).

Com a introdução de novos heróis, o roteiro perde um pouco de tempo com a apresentação desses personagens, por que é necessário definir suas personalidades, construir a história própria de cada um deles e, é claro, criar um vínculo com o público. E para isso, requer tempo em cena e acaba tirando a oportunidade de outros personagens que precisam ser construídos, como no caso do vilão.

O Lobo da Estepe precisa de mais desenvolvimento. A explicação da motivação de seus planos é contada, porém fica faltando mais informações que não são ditas no filme. Nos é apresentado um personagem que é mal, que tem o plano da destruição do planeta,  comanda um exército de parademônios e está na Terra atrás das Caixas Maternas. Um personagem muito urgente que acaba não passando o real perigo que ele representa.

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As Caixas Maternas também foram apresentadas de forma rápida. Elas são poderosas e podem ser usadas tanto para o bem quanto para o mal. É informado a localização em que as três estão guardadas e quem as protege, mas nada mais é dito sobre elas. De onde vieram, como funcionam, para que servem. Nada. Dá a impressão de que elas só foram introduzidas no roteiro por que era preciso uma “arma” para que o vilão pudesse destruir a humanidade.

Ezra Miller nos traz uma boa interpretação do Flash, ele consegue transmitir a ansiedade do personagem por estar enfrentando um perigo real, porém o excesso de piadas acaba deixando o personagem um pouco infantil. Já o Aquaman parece estar sempre deslocado. A entrada dele na equipe é meio forçada já que ele não quer pertencer a esse mundo, porém é obrigado. Mulher-Maravilha é a mais centrada do grupo, esbanjando carisma. Ela representa a esperança da humanidade, intensificada depois da morte do Superman.

Batman ainda continua com o tom pesado, conhecido do personagem, contudo há uma tentativa de deixar o personagem mais divertido que, em vários momentos, é forçado. O personagem parece saber do perigo real, mas não achar tão importante. Nesse filme, Bruce/Batman parece que está cansado da vida que leva e, em um determinado momento, dá a entender que o personagem se questiona sobre tudo, se vale a pena. Por fim, o Ciborgue do Ray Fisher é o personagem que parece mais entender o que realmente está acontecendo. Ele já foi apresentado para o público em Batman vs Superman, portanto nesse filme o roteiro foca mais nas consequências de sua criação. É o personagem com mais drama pessoal e o mais intenso.

A cena de abertura, deixa claro que o filme trata de uma busca pela esperança perdida com a morte do Superman. Por mais que o filme não tenha aquele tom sombrio dos filmes anteriores, Liga da Justiça tem sua identidade e isso cabe ao diretor Zack Snyder. Temos as tradicionais cenas em câmera lenta que ainda são visualmente agradáveis dando uma melhor compreensão do que está acontecendo.

A Warner dá para o público um filme realmente bom, mas que representa claramente a mudança na DC Comics e, caso esse seja o caminho que a DC deseja seguir, há um longo percurso de consolidação da DC nos cinemas. E Liga da Justiça é claramente o começo desse caminho. Vale a pena conferir o filme e não deixem de assistir as duas cenas pós-crédito, dando ênfase na última que é bem importante.

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