Resenhas

O Som do Amor, Jojo Moyes

O Som do Amor“Matt e Laura McCarthy são obcecados pela ideia de herdar a Casa Espanhola — uma construção malcuidada e quase em ruínas no condado de Norfolk, interior da Inglaterra, que tem um valor simbólico para os moradores locais. Para atingir esse objetivo, Laura, a mando do marido, faz todas as vontades do velho Sr. Pottisworth, o proprietário. Entretanto, como o homem nunca deixou nada por escrito, quem acaba por herdar a casa é uma parente distante, Isabel Delancey. Primeiro violino na Orquestra Sinfônica Municipal, em Londres, Isabel tinha uma vida tranquila com seus dois filhos e o marido, mas tudo virou de cabeça para baixo quando ele morreu em um acidente de carro e deixou uma grande dívida. Sua única oportunidade de recomeço é fincar moradia na Casa Espanhola — algo que o casal McCarthy vai tentar impedir a qualquer custo.  O som do amor é um romance sobre obsessão, manipulação, segredos e paixões. Por meio de personagens carismáticos e capazes de tudo para realizar seus objetivos, Jojo Moyes mantém seu estilo inconfundível em uma brilhante história de recomeços.”

A história gira em torno da Casa Espanhola, localizada no interior da Inglaterra, e de várias histórias, todas interligadas com a casa. A Casa Espanhola é uma mansão construída a mais de cinquenta anos que há muito tempo não recebe uma reforma e já não apresenta mais o esplendor de antigamente. Mas tudo bem, o casal McCarthy não se importa com isso, eles só querem a casa.

Laura McCarthy cuida do velho proprietário, uma pessoa ranzinza e solitária, com a intenção de herdar a casa depois que ele falecer. Ela e o marido já tem planos para a casa: festas, jantares, poupança para as reformas necessárias e até mesmo projetos arquitetônicos para as reformas.  Sr. Pottisworth havia prometido a Laura que deixaria a casa para ela, porém não existe nada escrito sobre isso e todos os sonhos e esperanças do casal se perdem quando surge uma herdeira para a Casa Espanhola.

Isabela é uma jovem viúva, mãe de dois filhos, que ainda está em luto. Após a morte do marido, ela descobre que as finanças da família estão em ruínas e ela não tem condições de manter o padrão de vida que eles levavam em Londres, a única solução é recorrer á herança que surgiu inesperadamente e se mudar para o interior com os filhos.

“A vida. Às vezes pode ser uma merda, e quando a gente pensa que vai ser sempre assim, muda.”

Gostei muito de como a autora construiu seus personagens. Eles são muito humanos, com erros, escolhas, ambições, paixões. Também gostei de como todas as histórias acabam sendo interligadas com a Casa Espanhola: Laura e Matt McCarthy, o casal ambicioso que vive uma vida de aparências, os moradores da cidade e como eles são afetados pela chegada da Isabel, a viúva e seu luto e o modo como os filhos lidam com a perda do pai. A autora nos mostra de uma forma bem realista o que o ser humano é capaz de fazer para conseguir o que quer e como um bem material é capaz de corromper um ser humano.

Contudo, preciso dizer que a personagem principal, Isabel, foi bem chata em grande parte da história. Ela tinha uma grande paixão pelo violino e vivia uma vida alheia ao resto da família. Quem cuidava da casa, das finanças e dos filhos era o marido dela. Depois que o marido morre, ela percebe que (quase) não conhece os filhos, não sabe lidar com os problemas domésticos e muito menos lidar com as finanças, pagamentos; Isabel não sabia nem no que o marido trabalhava. Durante o luto, os filhos precisavam da mãe, porém Isabel só se importava com o luto dela, com a dor dela. A filha que tem que tomar as rédias da casa, preencher cheques para manter a casa “em pé”.

Porém, quando eles se mudam para a Casa Espanhola, ela precisa lidar com mudança de cidade, o luto que ainda é recente, os problemas da casa que está quase inabitada, a ambição e maldade das pessoas que querem tirar a família da casa e, com isso, Isabel parece que volta para a realidade e começa a amadurecer, a aprender a lidar com as coisas. Gostei muito dessa fase de amadurecimento da personagem. Ela aprendeu a ter um equilíbrio entre sua paixão pela música e os cuidados com os filhos; algo que, para mim, ela deveria ter desde o início.

“São as pessoas que criam o próprio destino.”

O livro tem uma história realmente muito boa, interessante, porém achei a narrativa bem arrastada. Moyes trás vários personagens e detalha muito da vida de cada um deles, o que torna a história bem cansativa. Contudo, tirei grandes lições do livro e vale a pena a leitura.

Leia também:
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