Resenhas

As Crônicas de Gelo e Fogo: A Fúria dos Reis, George R.R. Martin

A Fúria dos Reis“De um dos maiores mestres da fantasia surge um épico magistral, poderoso como você jamais viu…Em ‘A fúria dos Reis’, o segundo livro da aclamada série As crônicas de gelo e fogo, George R. R. Martin segue a épica aventura nos Sete Reinos, onde muitos perigos e disputas ainda estão por vir. Além dos combates que se estendem por todos os lados, a ameaça agora também chega pelo céu! Mistério, intrigas, romance e aventura encherão as páginas deste livro, agora também um blockbuster da HBO! Quando um cometa vermelho cruza o céu de Westeros, os Sete Reinos estão em plena guerra civil. Os exércitos dos Stark e dos Lannister estão se preparando para o confronto final, e Stannis-irmão do falecido Rei Robert-, desejoso de possuir um exército que lute pela sua reivindicação ao trono, alia-se a uma misteriosa religião oriental. Porém, seu irmão mais novo também se proclama rei. E, enquanto isso, os Greyjoy planejam vingança contra todos os que os humilharam dez anos atrás. Ainda, no distante Leste, poderosos dragões estão prestes a chegar aos Sete Reinos, trazendo fogo e morte…Um perigo de proporções gigantescas, muito maior do que as grandes guerras! Nesta tão esperada sequência de A guerra dos tronos, George R. R. Martin cria uma obra de incrível poder e imaginação. A fúria dos reis nos transporta até um mundo de glória e vingança, de guerras e magia, onde poder e miséria podem se alterar no virar de uma página. Uma obra singular da literatura fantástica.”

“O inverno chega para todos nós.”

No começo do livro, está passando um cometa vermelho em Westeros. Haverão muitos personagens dando sua opinião sobre o fenômeno. Apesar de parecer apenas um fenômeno natural, o cometa levará, em determinados momentos, a história para outros rumos.

Logo no prólogo é nos apresentados um novo cenário, com personagens novos e alguns já comentados. Quem nos mostra o que está acontecendo no prólogo é Meistre Cressen, Meistre da família Baratheon. Ele está em Pedra do Dragão a serviço de Stannis que, após a morte do rei e irmão Robert, está reclamando ao trono por acreditar que seja o legítimo herdeiro do trono de ferro. Como vimos no primeiro livro, Joffrey – filho mais velho de Robert – se tornou o novo rei dos Sete Reinos. Porém, Stannis acredita que Joffrey não é filho legítimo de Robert e sim fruto de incesto entre os irmão gêmeos Cersei e Jamie Lannister. Entretanto, Stannis não possui carisma e é inflexível nas negociações, o que o torna isolado. Ele decide se aliar a uma religião oriental e conhece Melisandre, a sacerdotista vermelha. Meistre Cressen percebe que os meios usados por Melisandre não são certos e que ela tem guiado a mente de Stannis para lados indesejados, então decide matá-la. Porém, ela percebe a intenção do Meistre e faz com que ele morra logo nas primeiras páginas do livro.

Com a morte do Meistre Cerssen, quem vai nos atualizar sobre os acontecimentos em Pedra do Dragão será Davos Seaworth, um ex-contrabandista que foi perdoado por Stannis e nomeado cavaleiro e apoiador da causa do irmão mais velho de Robert. Nesse livro, o propósito de Davos é nos mostrar o que Stannis – que se autodenomina Rei – planeja e como pretende agir em sua luta pelo trono.

E quem também está reclamando o seu direito ao trono de ferro é Daenerys Targaryen, a última descendente viva do Sangue de Dragão. No final do primeiro livro, três vidas foram perdidas por ela: a de Khal Drogo, seu marido, seu filho, que morreu ainda em sua barriga, e Mirri Maz Duur, uma maegi. Destas três vidas nascem outras três: os dragões de Daenerys. Seguindo o cometa, Daenerys vai para Qarth. Acompanhada por seus dragões, procura por apoio financeiro para bancar sua volta a Westeros para retomar o trono de ferro, que acredita ser seu por direito já que antes de pertencer a Robert, pertencia a seu pai Aerys.

“O medo corta mais profundamente do que as espadas.”

Tyrion Lannister, da família mais rica e influente do reino, filho de Tywin e irmão da rainha Cersei, é um dos personagens mais legais. Ele agora ocupa o cargo de Mão do Rei – no lugar de seu pai que está na batalha. Apesar de ser um Lannister, Tyrion é centrado em seus planos, que na maioria das vezes, vão contra os interesses do rei Joffrey e de Cersei. Ele é inteligente, estrategista e persuasivo – com certeza, um dos meus personagens preferidos. Sob a ameaça do ataque de Stannis à Porto Real, Tyrion vai atrás de alquimistas para produzir uma substância muito perigosa: o fogovivo. Ele pretende usar caso o irmão mais velho do falecido Rei decida atacar a terra do rei.

Para sabermos informações de Winterfell, temos Bran Stark. No volume anterior, ele caiu e ficou aleijado. Agora, com a ida de Robb para a guerra, Bran é o principe de Winterfell e age como tal. Ele descobre, com a ajuda dos irmãos Reed, que é um wrag – ele consegue entrar na mente de pessoas e animais (principalmente de animais, em especial na de seu lobo, Verão).

Jon Snow, o bastardo de Ned Stark, está no extremo norte, na Muralha. Agora como Patrulheiro da Noite, Jon enfrenta acontecimentos estranhíssimos. No último livro, dois irmãos negros que haviam morrido, se levantaram e tentaram em forma de Caminhantes Brancos matar o Senhor Comandante. Buscando ajuda para a Patrulha da Noite, que está falida, eles enviam um irmão negro a Porto Real, mas Tyrion – sempre tão perspicaz – desdenhou da ideia de um morto ter se levantado e tentado matar alguém, ele simplesmente ignora o pedido de ajuda. Percebendo a ineficiência da via política, partem para a prática. O comandante Mormont reúne cerca de duzentos homens para ir além da muralha tentar descobrir o que está acontecendo. Está viagem vai mudar todo o rumo da história.

Um dos pontos fortes do livro é a resistência de Arya Stark. Em A Guerra dos Tronos, Arya se vê em risco dentro da Fortaleza Vermelha e foge para as ruas. O tempo que fica por lá é suficiente para conhecer gente perigosa e passar fome. Logo após ver seu pai morrer na frente do Septo, é pega por Yoren (um irmão da Patrulha da Noite) que pretende leva-la para Winterfell. Já em A Fúria dos Reis, nós acompanhamos a marcha em direção ao norte. Ela fingi ser um menino e adota o nome de Arry quando se une ao grupo. A convivência no grupo é bem detalhado e explorado. Seus amigos no grupo são um ferreiro, o Gendry, e dois jovens, Lommy Mãos Verdes e Torta Quente. Ela descobre que o grupo está sendo perseguido pela guarda de Porto Real e engana-se ao pensar que estão atrás dela.

“O que está morto não pode morrer.”

A maior surpresa desse livro (pelo menos pra mim) foi Theon Greyjoy. Ele foi protegido dos Starks depois de Robert assumir o poder, como garantia de que Balon Greyjoy não se rebelaria contra o reino. Foi criado com os filhos de Ned Stark, convivia com eles como se fossem irmãos. Acompanha Robb na guerra e ajuda nas batalhas. Robb, então, decide mandar Theon em uma missão diplomática até Pike, para tentar fazer uma aliança com seu pai, Balon. Porém, chegando em Pyke, Theon se rebela. Ninguém o conhece em Pyke, o seu próprio pai diz que ele se tornou um Stark e para piorar, sua irmã Asha é mais valete do que ele. Desejando provar sua “verdadeira identidade”, Theon ignora a que foi mandado para Pyke e decide partir para a conquista de um reino. Vocês já devem imaginar qual né? Winterfell, claro.

As Crônicas de Gelo e Fogo definitivamente é minha saga preferida.

Leia também:
As Cronicas de Gelo e Fogo: A Guerra dos Tronos

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