Seriados

Review: The Following – 3ª Temporada

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Com Joe Caroll morto, The Following precisava de um novo vilão para a terceira temporada. Sabemos que os gêmeos foram o grande destaque da temporada passada, mas o irmão mais ativo morreu deixando Mark sozinho sem saber o que fazer. E os roteiristas resolveram colocar Mark como o vilão dessa temporada. Por esse motivo, os primeiros episódios são arrastados e sem graça.

Depois temos uma grande reviravolta na história e aí é que entendemos o que os roteiristas estavam tentando fazer. O grande vilão não era Mark, para alivio dos fãs, e sim o grande mentor de todos os serial killers da série inteira: Arthur Strauss. O verdadeiro vilão já foi apresentado na temporada anterior, mas como já era de se esperar por se tratar de The Following, esse personagem não foi bem desenvolvido e logo é descartado.

Uma nova reviravolta acontece e um novo vilão aparece, esse é mais interessante e perigoso que Joe Caroll. Ele é considerado o mais brilhante aluno do Dr Strauss, sabe matar sem chamar atenção da polícia e a habilidade em hackear qualquer sistema garante á ele um sigilo maior tendo a possibilidade de ocultar sua identidade.

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Joe está no corredor da morte e exige ver Ryan, que recusa. É quando ele finalmente decidi ir até a prisão ver seu inimigo número 1, que começamos a ver um Joe mais humano e é interessante de ver o rumo que o relacionamento entre ele e Ryan segue. O episódio que se passa dentro da cadeia é um dos melhores da temporada.

Novos personagens foram inseridos, porém parecia mais do mesmo. Caras novas, personalidades que o telespectador já havia visto nas últimas temporadas. A nova trama abordada perto do final desta terceira temporada deixa um gancho para um quarto ano da série, mas infelizmente foi cancelada, deixando o telespectador curioso sobre o rumo dos personagens principais. A trama do vilão foi concluída, mas não ficamos sabendo o que acontece com Max e Mike, ou com a nova namorada do Ryan que está grávida. E até mesmo do Ryan, que está mais perto de se tornar um novo Joe Caroll. Fiquei curiosa para saber mais sobre o lado sombrio do personagem.

Mas mesmo com essas perguntas que vão ficar sem respostas, essa terceira temporada foi boa. Com bastante reviravoltas e surpresas. The Following foi uma das melhores séries que eu assisti em 2017 e vale muito a pena ver. Fiquei realmente chateada por não ter continuidade, ela tinha tudo para ser uma série de muito sucesso.

Review da primeira temporada.
Review da segunda temporada.

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Filmes

Crítica: Fome de Poder

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O filme conta sobre a origem do império McDonald’s. Nos anos 50, Raymond Kroc (Michael Keaton) vendia maquinas para fazer milk-shake, ao notar que uma empresa havia feito um pedido considerado grande para seu histórico de vendas, ele sai de Illinóis e viaja até San Bernardino, na Califórnia para descobrir o por que a tal empresa havia feito um pedido grande.

Ao chegar no local se depara com uma lanchonete com filas enormes. No inicio, ele se assusta com o fato de não terem mesas, nem pratos ou talheres. O hamburguer é enrolado em um papel e você come na mão. Os lanches são feitos rapidamente sem deixar o cliente muito tempo esperando. Ao conhecer e saber a história dos criadores Richard e Maurice McDonald, Ray fica fascinado e determinado em ser sócio dos dois.

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Ray se associa aos dois querendo aumentar a franquia da lanchonete. Com um contrato em mãos que garante 1% dos lucros e o obriga a sempre pedir a autorização dos irmãos McDonald para fazer qualquer mudança no sistema que é utilizado, ele começa a expandir a lanchonete para outros lugares dos EUA, transformando o McDonald’s em um sucesso.

O filme vende aquela velha publicidade das hamburguerias: ir á um fast food é um evento familiar tanto quanto o almoço caseiro de domingo. Historicamente, todas as lanchonetes fast food americanas tem a premissa de que foi criada através de costumes, da coletividade e não da conveniência da industrialização.

Ao mostrar a briga entre os irmãos McDonald e Kroc, em nenhum momento o filme faz criticas ás atitudes e escolhas de Ray. Pelo contrário, a interpretação de Keaton transforma o personagem em uma pessoa carismática e de muita energia. O diretor se apega apenas a inteligência de Ray para os negócios, sem considerar se os métodos utilizados pelo “fundador” são corretos ou não.

Fome de Poder é baseado na biografia de Ray Kroc. Ele comprou a marca dos irmãos por 2,7 milhões de dólares, e hoje em dia McDonald’s vale 17 bilhões de doláres.

Seriados

Review: Narcos – 2ª temporada

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Se na primeira temporada vimos o nascimento de um rei, nesta temporada iremos presenciar a sua queda.

A segunda temporada de Narcos começa exatamente como terminou a primeira: Escobar e seus sicários fugindo de La Catedral. Pablo não está mais em uma situação privilegiada, mesmo que ele não admita. Fugindo no meio da noite e tendo que trocar de casas toda hora, o cerco vai se fechando cada vez mais.

Durante os dez episódios, vemos a queda do império. As rotas do tráfico sendo desfeitas, laboratórios sendo fechados e o dinheiro chegando ao fim. Os inimigos de Escobar: Judy Moncada, o Cartel de Cali e os irmãos Castaño formam um grupo denominado Los Pepes com a intenção de destruir de vez o traficante. Pablo, que não gosta de ser encurralado, começa a tomar decisões que deixa a situação mais complicada do que já está.

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Há momentos em que Pablo quase convence o telespectador de que ele é um cara legal, lembrando toda a ajuda que ele deu aos mais pobres. E na cena seguinte, em um choque de realidade, cenas reais do noticiário local nos mostra as ruas de Medellín espalhadas de corpos ensanguentados. Wagner Moura está melhor ainda nessa temporada, mostrando estar mais acostumado com o personagem. E o personagem de Pedro Pascal ganha ainda mais destaque, sendo crucial para os acontecimentos.

Vemos um lado mais sujo da guerra contra o tráfico. Momentos em que percebemos que não há vilão ou mocinho. Narcos traz isso á tona de uma maneira ótima, mostrando que os dois lados dessa guerra ultrapassaram todos os limites para chegar aos seus objetivos.

E então o tão esperado final de Pablo Escobar chega de uma forma poética, com a famosa foto do telhado com o corpo do traficante. Mas o gancho para a terceira temporada é o que mais instiga: vem aí, o Cartel de Calí.

Filmes

Crítica: Até O Último Homem

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Com seis indicações ao Oscar, Até o Último Homem foi o retorno de Mel Gibson à direção. Baseado em fatos reais que aconteceram durante a Segunda Guerra Mundial, o jovem adventista Desmond T. Doss (Andrew Garfield) se alista para guerra e trava uma batalha pessoal com o Exército dos EUA porque queria servir como médico e se recusava a pegar em armas.

O filme tem seu primeiro ato formatado de maneira tradicional, focando em apresentar Desmond em sua cidade natal, mostrando sua personalidade e as relações com seus pais, irmão e a noiva. O segundo ato é durante o treinamento militar e mostra a batalha que ele trava contra o Exército por se recusar a usar armas. É no terceiro ato que o filme tem seu ápice. Gibson mostra que ainda sabe dirigir e nos coloca imerso na guerra, trazendo uma experiência mais visceral de um campo de batalha.

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Com a câmera próxima dos acontecimentos, o telespectador não é poupado do momento da morte: vísceras, membros amputados e muito sangue. É no terceiro ato que público e os colegas de Desmond veem o seu heroísmo.

Desmond é um pacifista que vai para a guerra, um soldado que se recusa a matar, um religioso que reza para que Deus proteja seus amigos de farda, mesmo que para isso o adversário precise morre. Essa contradição com o filme está na maravilhosa interpretação de Garfield, que por sua entrega física e emocional ao papel lhe rendeu a indicação de melhor ator.

Até o último homem se conclui com cenas documentais, com os reais membros do exército e o próprio Desmond reafirmando passagens que o telespectador acabou de ver na ficção. O filme é realmente maravilhoso, impactante e vale muito a pena ver.

Seriados

Review: Quantico – 1ª temporada

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Se engana quem pensa que Quantico é apenas mais uma série policial perseguindo os vilões. É uma série cheia de mistérios e intrigas, que envolve e deixa o telespectador sedento por mais.

Terroristas explodem a Grand Central Station em Nova York e a agente novata do FBI, Alex Parrish (Priyanka Chopra) é encontrada entre os destroços. Rapidamente as autoridades começam a suspeitas que ela pode estar ligada ao atentado e começam a investigar até que encontram artefatos usados para fabricação de bombas no apartamento dela junto com um outro agente do FBI ferido.

Jurando inocência, Alex começa investigar por conta própria quem poderia ter armado contra ela. A suspeita recai em um de seus colegas da academia do FBI em Quantico, mas quem poderia ser? Ela tenta se lembrar de seus dias de treinamento, na esperança de encontrar o culpado. E assim, o telespectador é transportado através de flashbacks para o treinamento em Quantico, conhecendo melhor Alex e seus colegas. Inevitavelmente, os fãs também começam a tentar descobrir quem é o culpado.

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Na academia, todos os recrutas parecem esconder algum segredo, mas aos poucos as mascaras vão caindo. No presente, Alex pede ajuda para os colegas que ela acredita que não podem ser os culpados na tentativa de encontrar o verdadeiro terrorista. É assim que ela descobre que quem está a incriminando é alguém que conhece ela desde Quantico, desde o primeiro dia.

No meio da temporada, é revelado quem está ajudando os terroristas: Elias – um recruta pé no saco que foi expulso da academia. Mesmo que as autoridades e os agentes do FBI tenham colocado a culpa somente em Elias, Alex continua achando que tem mais alguém por trás. Até que ela começa a receber ligações e, tentando encontrar o terrorista, ela começa a obedecer suas ordens.

Infelizmente, a protagonista não me convenceu. Com uma personalidade confiante e não deixando que ninguém a abalasse, Alex acaba se transformando em alguém arrogante. Durante a maior parte do tempo, ela se acha melhor que os outros recrutas, sem contar o fato dela estar sempre se metendo em tudo que é assunto referente aos outros personagens. Tudo ela tem que saber, tudo ela que sabe resolver. Resumindo, o enredo tenta convencer o telespectador de que ela é a melhor. Mesmo com as tentativas de humanizar a personagem, trazendo traumas e problemas familiares, ela continua sendo chata e intrometida.

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Já o ponto alto desta temporada, é as gêmeas Raina e Nimah. A atriz Yasmine Al Massri faz um trabalho maravilhoso ao interpretar dois personagens tão iguais e diferentes ao mesmo tempo. Mesmo com a ajuda dos efeitos visuais para coloca-las no mesmo ambiente, as personagens não seriam tão reais sem a interpretação sólida da atriz.

Os 22 episódios são compostos por reviravoltas e surpresas e não seria estranho se a série se perdesse no meio do caminho criando coisas absurdas e incoerentes, porém a narrativa consegue se manter fiel, sem criar tramoias mirabolantes que perderia o rumo da série. A revelação do verdadeiro culpado é uma surpresa obvia, pois é um personagem que com certeza você desconfiou mas com as surpresas da trama você acaba deixando de lado.

Para quem é fã de séries policiais, assim como eu, vai adorar Quantico.

 

Resenhas

As Crônicas de Gelo e Fogo: A Fúria dos Reis, George R.R. Martin

A Fúria dos Reis“De um dos maiores mestres da fantasia surge um épico magistral, poderoso como você jamais viu…Em ‘A fúria dos Reis’, o segundo livro da aclamada série As crônicas de gelo e fogo, George R. R. Martin segue a épica aventura nos Sete Reinos, onde muitos perigos e disputas ainda estão por vir. Além dos combates que se estendem por todos os lados, a ameaça agora também chega pelo céu! Mistério, intrigas, romance e aventura encherão as páginas deste livro, agora também um blockbuster da HBO! Quando um cometa vermelho cruza o céu de Westeros, os Sete Reinos estão em plena guerra civil. Os exércitos dos Stark e dos Lannister estão se preparando para o confronto final, e Stannis-irmão do falecido Rei Robert-, desejoso de possuir um exército que lute pela sua reivindicação ao trono, alia-se a uma misteriosa religião oriental. Porém, seu irmão mais novo também se proclama rei. E, enquanto isso, os Greyjoy planejam vingança contra todos os que os humilharam dez anos atrás. Ainda, no distante Leste, poderosos dragões estão prestes a chegar aos Sete Reinos, trazendo fogo e morte…Um perigo de proporções gigantescas, muito maior do que as grandes guerras! Nesta tão esperada sequência de A guerra dos tronos, George R. R. Martin cria uma obra de incrível poder e imaginação. A fúria dos reis nos transporta até um mundo de glória e vingança, de guerras e magia, onde poder e miséria podem se alterar no virar de uma página. Uma obra singular da literatura fantástica.”

“O inverno chega para todos nós.”

No começo do livro, está passando um cometa vermelho em Westeros. Haverão muitos personagens dando sua opinião sobre o fenômeno. Apesar de parecer apenas um fenômeno natural, o cometa levará, em determinados momentos, a história para outros rumos.

Logo no prólogo é nos apresentados um novo cenário, com personagens novos e alguns já comentados. Quem nos mostra o que está acontecendo no prólogo é Meistre Cressen, Meistre da família Baratheon. Ele está em Pedra do Dragão a serviço de Stannis que, após a morte do rei e irmão Robert, está reclamando ao trono por acreditar que seja o legítimo herdeiro do trono de ferro. Como vimos no primeiro livro, Joffrey – filho mais velho de Robert – se tornou o novo rei dos Sete Reinos. Porém, Stannis acredita que Joffrey não é filho legítimo de Robert e sim fruto de incesto entre os irmão gêmeos Cersei e Jamie Lannister. Entretanto, Stannis não possui carisma e é inflexível nas negociações, o que o torna isolado. Ele decide se aliar a uma religião oriental e conhece Melisandre, a sacerdotista vermelha. Meistre Cressen percebe que os meios usados por Melisandre não são certos e que ela tem guiado a mente de Stannis para lados indesejados, então decide matá-la. Porém, ela percebe a intenção do Meistre e faz com que ele morra logo nas primeiras páginas do livro.

Com a morte do Meistre Cerssen, quem vai nos atualizar sobre os acontecimentos em Pedra do Dragão será Davos Seaworth, um ex-contrabandista que foi perdoado por Stannis e nomeado cavaleiro e apoiador da causa do irmão mais velho de Robert. Nesse livro, o propósito de Davos é nos mostrar o que Stannis – que se autodenomina Rei – planeja e como pretende agir em sua luta pelo trono.

E quem também está reclamando o seu direito ao trono de ferro é Daenerys Targaryen, a última descendente viva do Sangue de Dragão. No final do primeiro livro, três vidas foram perdidas por ela: a de Khal Drogo, seu marido, seu filho, que morreu ainda em sua barriga, e Mirri Maz Duur, uma maegi. Destas três vidas nascem outras três: os dragões de Daenerys. Seguindo o cometa, Daenerys vai para Qarth. Acompanhada por seus dragões, procura por apoio financeiro para bancar sua volta a Westeros para retomar o trono de ferro, que acredita ser seu por direito já que antes de pertencer a Robert, pertencia a seu pai Aerys.

“O medo corta mais profundamente do que as espadas.”

Tyrion Lannister, da família mais rica e influente do reino, filho de Tywin e irmão da rainha Cersei, é um dos personagens mais legais. Ele agora ocupa o cargo de Mão do Rei – no lugar de seu pai que está na batalha. Apesar de ser um Lannister, Tyrion é centrado em seus planos, que na maioria das vezes, vão contra os interesses do rei Joffrey e de Cersei. Ele é inteligente, estrategista e persuasivo – com certeza, um dos meus personagens preferidos. Sob a ameaça do ataque de Stannis à Porto Real, Tyrion vai atrás de alquimistas para produzir uma substância muito perigosa: o fogovivo. Ele pretende usar caso o irmão mais velho do falecido Rei decida atacar a terra do rei.

Para sabermos informações de Winterfell, temos Bran Stark. No volume anterior, ele caiu e ficou aleijado. Agora, com a ida de Robb para a guerra, Bran é o principe de Winterfell e age como tal. Ele descobre, com a ajuda dos irmãos Reed, que é um wrag – ele consegue entrar na mente de pessoas e animais (principalmente de animais, em especial na de seu lobo, Verão).

Jon Snow, o bastardo de Ned Stark, está no extremo norte, na Muralha. Agora como Patrulheiro da Noite, Jon enfrenta acontecimentos estranhíssimos. No último livro, dois irmãos negros que haviam morrido, se levantaram e tentaram em forma de Caminhantes Brancos matar o Senhor Comandante. Buscando ajuda para a Patrulha da Noite, que está falida, eles enviam um irmão negro a Porto Real, mas Tyrion – sempre tão perspicaz – desdenhou da ideia de um morto ter se levantado e tentado matar alguém, ele simplesmente ignora o pedido de ajuda. Percebendo a ineficiência da via política, partem para a prática. O comandante Mormont reúne cerca de duzentos homens para ir além da muralha tentar descobrir o que está acontecendo. Está viagem vai mudar todo o rumo da história.

Um dos pontos fortes do livro é a resistência de Arya Stark. Em A Guerra dos Tronos, Arya se vê em risco dentro da Fortaleza Vermelha e foge para as ruas. O tempo que fica por lá é suficiente para conhecer gente perigosa e passar fome. Logo após ver seu pai morrer na frente do Septo, é pega por Yoren (um irmão da Patrulha da Noite) que pretende leva-la para Winterfell. Já em A Fúria dos Reis, nós acompanhamos a marcha em direção ao norte. Ela fingi ser um menino e adota o nome de Arry quando se une ao grupo. A convivência no grupo é bem detalhado e explorado. Seus amigos no grupo são um ferreiro, o Gendry, e dois jovens, Lommy Mãos Verdes e Torta Quente. Ela descobre que o grupo está sendo perseguido pela guarda de Porto Real e engana-se ao pensar que estão atrás dela.

“O que está morto não pode morrer.”

A maior surpresa desse livro (pelo menos pra mim) foi Theon Greyjoy. Ele foi protegido dos Starks depois de Robert assumir o poder, como garantia de que Balon Greyjoy não se rebelaria contra o reino. Foi criado com os filhos de Ned Stark, convivia com eles como se fossem irmãos. Acompanha Robb na guerra e ajuda nas batalhas. Robb, então, decide mandar Theon em uma missão diplomática até Pike, para tentar fazer uma aliança com seu pai, Balon. Porém, chegando em Pyke, Theon se rebela. Ninguém o conhece em Pyke, o seu próprio pai diz que ele se tornou um Stark e para piorar, sua irmã Asha é mais valete do que ele. Desejando provar sua “verdadeira identidade”, Theon ignora a que foi mandado para Pyke e decide partir para a conquista de um reino. Vocês já devem imaginar qual né? Winterfell, claro.

As Crônicas de Gelo e Fogo definitivamente é minha saga preferida.

Resenhas

Entre o Agora e o Nunca, J. A. Redmerski

Entre o Agora e o Nunca“Camryn Bennett é uma jovem de 20 anos que desistiu do amor desde que Ian, seu namorado, morreu num acidente de carro há um ano. Sua melhor amiga, Natalie, é a única capaz de animá-la. Mas a relação entre as duas fica abalada quando o namorado de Nat revela à Camryn que está apaixonado por ela. Perdida, sem saber o que fazer, Camryn vai para rodoviária e pega o primeiro ônibus interestadual, sem se importar com o destino. Com uma carteira, um celular e uma pequena bolsa com alguns itens indispensáveis, Camryn embarca para Idaho. Mas o que ela não esperava era conhecer Andrew Parrish, um jovem sedutor e misterioso, a caminho para visitar o pai, que está morrendo de câncer. Andrew se aproxima da companheira de viagem, primeiro para protegê-la, mas logo uma conexão irresistível se forma entre os dois. Camryn tenta lutar contra o sentimento, já que jurou nunca mais se apaixonar desde a morte de Ian. Andrew também tenta resistir, motivado pelos próprios segredos. Narrado em capítulos que alternam as vozes de Andrew e Camryn, Entre O Agora e O Nunca é uma história de amor e sexo, na qual os personagens testam seus limites, exploram seus desejos e buscam o caminho que os levará à felicidade.”

“Não sei o que estou fazendo ou aonde estou indo, mas sei que quero fazer seja lá o que for de verdade, e quero chegar logo”.

A vida de Camrym Bennett está bem complicada. Sem sua melhor amiga, em um emprego que não combina nada com ela, com sua família desmoronando e com um coração partido desde a morte de seu namorado, ela não sabe exatamente o que quer, mas cansada de esperar por um futuro que talvez não venha, ela decide mergulhar no desconhecido.

E é em um ônibus rumo a Idaho que Camrym conhece Andrew Parrish. Este belo e interessante desconhecido parece ser tudo que ela precisa. Ele também está viajando rumo ao desconhecido – está indo visitar o pai que está com câncer, mas não tem noção alguma do que o espera – ele apenas quer pensar, respirar e se encontrar. Viajando juntos, os dois compartilham emoções, paixões, medos e seus mais profundos desejos.

A vida de ambos vai mudar ainda mais a partir desse encontro. Juntos, eles partem em uma road trip inesquecível e recheada de boas músicas. Inicialmente amigos, a relação dos dois vai evoluindo, fazendo-os questionar tudo que foi dado como certo até então.

“O coração sempre vence a razão. O coração, embora seja imprudente, suicida e masoquista de um jeito só seu, sempre ganha a parada. A razão pode ser a melhor opção, mas agora tô cagando para o que a voz da razão tá me dizendo. Agora só quero viver para o momento”.

Envolvente, delicado, inspirador e bem escrito, Entre o Agora e o Nunca não é mais uma narrativa clichê, vai além disso. A história de Andrew e Cam é ricamente construída a partir das experiencias que compartilham. Contado a partir do ponto de vista de ambos, alternadamente, o livro nos leva a refletir sobre a nossa própria vida.

É fácil se apegar, se envolver, se emocionar e sentir as pequenas doses de liberdade que são inseridas na vida de Cam. Essa sensação é tão forte que durante a leitura conseguimos vivenciar o que a personagem sente e, assim como ela, passamos a ter um desejo de experimentar a vida.

Eu, você, Camryn e Andrew não somos muito diferentes. Com os mesmos anseios, a mesma vontade de ter uma vida incrível, de fazer tudo valer a pena. Me apaixonei pelo livro por sua realidade, mas também pelos personagens cativantes e pela história interessante, cheia de superação. Meu conselho é que você pare tudo que está fazendo e vá ler o livro agora.