Resenhas

Desventuras em Série: A Sala dos Repteis, Lemony Snicket

A Sala dos Répteis“Lemony Snicket é um autor que não pode ser acusado de falta de franqueza. Sabe que nem todo mundo suporta as tristezas que ele conta e por isso – para que depois ninguém reclame – faz questão de avisar: ‘Se você esperava encontrar uma história tranqüila e alegre, lamento dizer que escolheu o livro errado. A história pode parecer animadora no início, quando os meninos Baudelaire passam o tempo em companhia de alguns répteis interessantes e de um tio alto-astral, mas não se deixem enganar…’ Os Baudelaire têm mesmo uma incrível má sorte, mas pode-se afirmar que a vida deles seria bem mais fácil se não tivessem de enfrentar o tempo todo as armadilhas de seu arquiinimigo: o conde Olaf, um homem revoltante, gosmento e pérfido. Em ‘Mau Começo’ ele deu uma pequena amostra do que é capaz de fazer para infernizar a vida de Violet, Klaus e Sunny Baudelaire – e aqui as coisas só pioram.”

Violet, Klaus e Sunny são três irmãos muito unidos e espertos. Depois que seus pais morreram em um incêndio, eles foram parar sob os cuidados de Conde Olaf, uma pessoa horrível que tenta roubar a fortuna que os irmãos Baudelaire possuem. Quando finalmente conseguem se livrar das mãos de Conde Olaf, os irmãos vão para a casa de um novo tio, Montgomery Montegomery. Ele é um especialista em repteis extremamente querido.

A vida na casa do Tio Monty é perfeita. Os irmãos Baudelaire passam os dias na Sala dos Repteis, onde o tio mantém as especies dos animais que está estudando, e o ajudam com os preparativos para uma expedição no Peru. Entretanto, na vida desses irmãos as coisas não podem ser boas: Conde Olaf aparece para, novamente, tentar roubar a herança dos três.

“Às vezes, quando alguém diz uma mentira, é melhor ignorá-la inteiramente.”

Fingindo ser um novo assistente que tio Monty havia contratado, Conde Olaf  – com ajuda de maquiagem e figurino – vira Stephano. As crianças o reconhecem logo de cara, mas – como era de se esperar – tio Monty não acredita nas crianças. Durante alguns dias, Stephano/Conde Olaf tenta matar tio Monty de inúmeras maneiras possível, enquanto ameaça silenciosamente os irmãos para que eles nunca abram a boca sobre quem realmente é o assistente.

Como no primeiro volume, A Sala dos Repteis é um livro rápido e pequeno. A narrativa ainda é divertida e o narrador – Lemony – continua dando ênfase para o infortúnio dos irmãos Baudelaire.

Leia também:
Mau Começo.

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Resenhas

O Lar da Srta Peregrine para Crianças Peculiares, Ransom Riggs

O Lar da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares“Jacob Portman cresceu ouvindo as histórias fantásticas que o avô, Abe, contava. Na época da Segunda Guerra Mundial, o avô havia morado numa ilha remota, num casarão que funcionava como abrigo para crianças. Lá, Abe convivera com uma menina que levitava, uma garota que produzia fogo com as mãos, um menino invisível… Entretanto, todas essas histórias foram perdendo o encanto à medida que Jacob crescia. Até que, aos dezesseis anos, tudo volta à tona para se provar real.
Abalado com a morte misteriosa do avô, Jacob decide ir à tal ilha para tentar entender as últimas palavras de Abe: “Encontre a ave. Na fenda. Do outro lado do túmulo do velho.” Ele encontra o casarão em ruínas, mas, ao passar por um túnel subterrâneo, o menino se vê em outra época, décadas atrás: em 3 setembro de 1940. Nesse lugar protegido no tempo, ele conhece crianças com habilidades peculiares e encontra as respostas para todas as suas perguntas. Mas o fascínio inicial logo se transforma em uma luta para sobreviver e salvar a vida de seus novos amigos. Viagens no tempo, mulheres que se transformam em aves, crianças com dons inusitados e monstros à espreita. Bem-vindo ao lar da srta. Peregrine para crianças peculiares, um fascinante mundo novo pronto para ser descoberto.”

“Às vezes tudo o que você precisa fazer é cruzar uma porta.”

Jacob Portman é um garoto comum com uma vida comum de adolescente na Flórida. Quando não está trabalhando na empresa da família – um emprego que ele detesta, mas é como um ritual da família -, ou não está na companhia de seu único amigo, Jacob está escutando as histórias de seu avô Abe. Ele cresceu ouvindo as histórias de um lar para crianças órfãs localizada em uma ilha no País de Gales, que ele havia ficado durante a Segunda Guerra Mundial antes de se alistar no Exército. Inclusive seu avô lhe mostrava fotos de seus amigos peculiares que eram capazes de levantar pedregulhos enormes apenas com uma mão, voar, cuspir abelhas, soltar fogos pelas mãos, entre outras coisas estranhas.

Porém, Jacob já estava prestes a terminar o ensino médio e não acreditava mais nas velhas histórias de seu avô. Para ele, as histórias que ele contava eram apenas delírios devido aos traumas vividos durante a guerra. E nos últimos dias, seus delírios estavam cada vez piores: Abe falava constantemente que estava sendo perseguido por monstros. Em mais um delírio, ele liga para Jacob desesperado para saber onde estava a chave do armário em que guardava sua coleção de armas. Preocupado com o que poderia acontecer com o avô caso ele conseguisse abrir tal armário, Jacob vai atrás dele e se depara com uma situação completamente estranha e trágica.

“Olhei aquela fotografia mais de perto. Os pés da menina não tocavam o chão. Mas ela não estava pulando, parecia estar flutuando. Fiquei de queixo caído.”

Traumatizado pela morte misteriosa e bizarra de seu avô, Jacob começa se tratar com o psiquiatra Dr Golan que o incentiva a viajar até a ilha em que as histórias de Abe habitam para colocar um ponto final no assunto e Jacob poder seguir em frente. Depois de encontrar uma carta de 15 anos atrás endereçada para o avô vindo do País de Gales, Jacob acredita que vai encontrar pelo menos a dona do orfanato, Srta Peregrine – considerando que ela ainda esteja viva desde o envio da carta. O pai de Jacob – que carrega inúmeras mágoas desde a sua infância cujo seu pai quase nunca estava presente – embarca com o filho na intenção de estudar os pássaros para seu novo livro.

Na pequena ilha, quando Jacob indaga sobre a casa que servia de lar para crianças que fugiam da guerra, poucas pessoas conhecem a história. Contudo, eles imaginam que pode ser a mansão em ruínas que foi bombardeada em 3 de setembro de 1940, onde todos os moradores morreram. Visitando o local, Jacob encontra um baú recheado de fotos iguais as que seu avô guardava e algumas diferentes, mas com crianças igualmente peculiares.  Ele fica intrigado, pois ao que parece todas as crianças, inclusive Srta Peregrine, foram mortos na guerra, contudo, a carta que Jacob leu dizia ser escrita pela mesma Srta Peregrine. Curioso, Jacob descobre que algumas crianças o estavam seguindo e, por mais estranho que pareça, ele tem certeza de que uma dessas crianças é a mesma garota que ele havia acabado de ver nas fotos do baú. Após perseguir as crianças, Jacob se vê em um mundo totalmente estranho, no qual ele nunca acreditou que existia, mas á que pertencia junto com seu avô. Afinal de contas, as histórias que ele cresceu ouvindo não eram frutos da imaginação cansada de Abe.

“Era como se a constância da vida deles ali, os dias sem mudanças, aquele verão perpétuo e imortal, tivesse prendido suas emoções como fizera com seus corpos, selando-os em juventude como Peter Pan e seus Meninos Perdidos.”

Ransom Riggs cria uma história fascinante, encantadora e intrigante. Composta por fotos reais pertencentes á ele e á outros colecionadores, ele consegue dar realismo para seus personagens. As fotografias foram encontradas em mercados de pulgas e são bem estranhas mesmo, mas acho que elas compõem o livro e não seria a mesma coisa se elas não estivessem presentes. A narrativa é em primeira pessoa e o leitor vai descobrindo tudo ao mesmo tempo em que Jacob descobre. O livro é genial e a leitura é super recomendada.

Seriados

Review: La Casa de Papel – 1ª temporada

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La Casa de Papel é uma minissérie espanhola que encantou o público e virou um enorme sucesso. Criada por Álex Pina, o novo sucesso da Netflix conta a história do Professor (Álvaro Morte) que tem um plano engenhoso para o maior assalto da história.

Ele recruta 8 criminosos com as mais variadas habilidades que serão necessárias para o plano dar certo.  Tokio (Úrsula Corberó), Rio (Miguel Herrán), Nairóbi (Alba Flores), Berlim (Pedro Alonso), Moscou (Paco Tous), Denver (Jaime Lorente), Helsinque (Darko Peric) e Oslo (Roberto García Ruiz) passam 5 meses estudando o plano para que tudo ocorra perfeito. Todos têm nomes de cidades para se protegerem dentro do grupo e, quanto menos se relacionarem entre si, mais chances da missão ser um sucesso.

Conhecer mais a fundo cada personagem faz com que o espectador acabe torcendo para os bandidos. Cada um tem uma história problemática e carregam motivações que vão além do certo e o errado. Ao mesmo tempo, mostra que eles não são santos: comportamentos perturbadores, egoísmo, impulsividade, são características presentes em alguns personagens.

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Do outro lado, temos a polícia tentando negociar o assalto. Liderados por Raquel Murillo (Itziar Ituño), a polícia sempre está um passo atrás dos criminosos, pois Professor sabe todos os passos da equipe devido á uma relação que constrói com Raquel – sem ela saber quem ele realmente é. Em meio á isso, Raquel passa por dificuldades dentro do trabalho, pois está desacreditada pelos colegas por ter denunciado o ex-marido policial por agressão.

A trama é envolvente e complexa onde o certo e o errado se misturam e confundem o espectador de acordo com a vivência de cada personagem. A série traz os dois lados da moeda: os assaltantes com seus arrependimentos e dúvidas, e os reféns com suas ações baseadas no medo e o quão fácil eles são corrompidos em uma situação de medo e perigo. Na reta final dessa primeira parte, novas informações são dadas á respeito do passado de alguns personagens dando um novo fôlego para a trama que se encaminha para o seu final na segunda parte da série – que já está liberada na Netflix desde o último dia 6.

A alta intensidade emocional presentes em novelas latinas é a principal razão para que La Casa de Papel seja um sucesso. Dando personalidade à atração, faz com que não seja somente mais um thriller policial – que já estamos cansados de ver. A primeira parte – ou primeira temporada – é composta por 13 episódios, perfeita para uma maratona. Ao final, o espectador vai estar torcendo para os vilões e mocinhos, simultaneamente.

Resenhas

A Irmã da Tempestade, Lucinda Riley

A Irmã da Tempestade“Em A irmã da tempestade, segundo volume da série As Sete Irmãs, as vidas de duas grandes mulheres separadas por gerações se entrelaçam numa história sobre amor, ambição, família, perda e o incrível poder de se reinventar quando o destino destrói todas as suas certezas. Ally D’Aplièse é uma grande velejadora e está se preparando para uma importante regata, mas a notícia da morte do pai faz com que ela abandone seus planos e volte para casa, para se reunir com as cinco irmãs. Lá, elas descobrem que Pa Salt – como era carinhosamente chamado pelas filhas adotivas – deixou, para cada uma delas, uma pista sobre suas verdadeiras origens. Apesar do choque, Ally encontra apoio em um grande amor. Porém mais uma vez seu mundo vira de cabeça para baixo, então ela decide seguir as pistas deixadas por Pa Salt e ir em busca do próprio passado. Nessa jornada, ela chega à Noruega, onde descobre que sua história está ligada à da jovem cantora Anna Landvik, que viveu há mais de cem anos e participou da estreia de uma das obras mais famosas do grande compositor Edvard Grieg. E, à medida que mergulha na vida de Anna, Ally começa a se perguntar quem realmente era seu pai adotivo.”

“Em momentos de fraqueza, você vai encontrar sua maior força.”

Segundo livro da série As Sete Irmãs. Em A Irmã da Tempestade, o leitor vai acompanhar a história de Ally. Ela foi a segunda irmã adotada pelo enigmático Pa Salt e sempre foi muito ligada ao pai pelo amor por velejar que os dois compartilhavam.

Como uma velejadora profissional, Ally estava passando uns dias de folga com o namorado Theo antes dos dois darem início a uma importante regata. Os dias em que passaram apenas os dois, sem contato com o resto do mundo, foram mágicos para Ally, até que ela finalmente recebe a ligação de Marina sobre a morte de seu pai. Voltando para casa, ela encontra suas irmãs e recebe as coordenadas de sua origem. Contudo, Ally não está interessada em saber de onde veio.

Após mais uma tragédia, Ally então resolve seguir as pistas de Pa Salt e embarca para Noruega. Chegando lá, ela descobre que sua vida está ligada à famosa cantora Anna Landvik, uma jovem que viveu há mais de cem anos e participou da estréia de uma das obras mais aclamadas do compositor Edvard Grieg. Ally sempre foi apaixonada por música e, quando jovem, era uma excelente flautista. Ela fica encantada em saber que sua paixão por música foi herança de suas origens e fica mais curiosa para saber sobre seu passado.

“A música é o amor à procura de uma voz.”

Anna Landvik era uma jovem camponesa que vivia uma vida simples na fazenda de seus pais em Heddal. Ela ajudava a mãe nas tarefas e gostava de cantar para as vacas. Até que foi descoberta por Herr Bayer, que promete transformar a jovem em um grande sucesso. Indo morar com Herr Bayer em Cristiania, Anna começa a estudar música e, após alguns meses de estudo, acaba sendo a escolhida para interpretar as canções de Grieg para a aclamada obra Ibsen, de Peer Gynt. O papel era de Solveig, contudo, Anna não iria interpretar a personagem – o papel já havia sido dado para uma atriz famosa -, a tarefa de Anna era ficar atrás do palco, apenas cantando. Durante todo o tempo em que a peça foi apresentada, todos se encantaram pela voz de Solveig que todos ainda não sabiam de quem pertencia.

Achei encantador acompanhar a história de Anna e por tudo que ela passou. Da mesma maneira que adorei descobrir junto com Ally suas origens e vê-la se reinventar depois de tantas tragédias em sua vida. Mais uma vez, Lucinda Riley traça com maestria uma história encantadora e delicada. A escrita de Lucinda é maravilhosa, como sempre, encantando seu leitor com a descrição dos lugares, com a delicadeza em que escreve sobre o amor e perdão. Um livro que vale a pena ler para se apaixonar e refletir.

Leia também:
As Sete Irmãs.
A Rosa da Meia Noite.
A Casa das Orquídeas.

Resenhas

Boneco de Neve, Jo Nesbo

Boneco de Neve“O grande best-seller do aclamado autor norueguês que deu origem ao filme. A primeira neve do ano cai sobre Oslo num dia frio de novembro. Birte Becker chega do trabalho e elogia o boneco de neve que o marido e o filho fizeram no jardim. Os dois ficam surpresos – eles não tinham feito boneco nenhum. Ao olhar pela janela, o menino nota que a figura branca está virada para a casa, com os olhos negros voltados para a janela. Para eles. Quando o inspetor Harry Hole recebe uma carta do autointitulado Boneco de Neve, não desconfia do tenebroso significado dessa alcunha. Somente após descobrir alarmantes traços em comum entre vários desaparecimentos na Noruega, o policial percebe que está envolvido numa trama muito maior, capaz de testar os limites de sua sanidade.”

Harry Hole é um inspetor da Divisão de Homicídios da Polícia de Oslo. Hole é extremamente inteligente e é o especialista em caçar serial killers, porém é desacreditado por todos devido ao seu problema com a bebida. Viciado no trabalho, ele vê sua vida pessoal desmoronar quando sua namorada Rakel decide largá-lo. Agora ela e o filho, Oleg, são apenas visitas ocasionais na vida de Harry.

O inverno chegou trazendo não somente o frio e a neve, mas um assassino cruel que escolhe suas vítimas a dedo – todas mulheres, casadas e com filhos – e tem uma assinatura bem diferente: um boneco de neve em frente a casa das vítimas.

“Ele as mata no dia em que cai a primeira neve.”

A nova parceira de Hole é Katrine Bratt, uma mulher misteriosa, inteligente e bonita. Vindo transferida da polícia de Bergen, ela integra a pequena equipe que Harry constrói para capturar o Boneco de Neve – nome dado para o assassino. Katrine é uma personagem forte, muito bem construída e um dos grandes destaques da história.

O livro é divido em partes e os capítulos são curtos, narrando o tempo presente – na história é 2004 – e o misterioso desaparecimento de um policial de Bergen nos anos 90, após ele ter sido acusado de matar duas mulheres. Temos também no início da história a primeira aparição do boneco de neve, em 1980. Jo Nesbo não deixa pontas soltas. Tudo que acontece nas 418 páginas são interligados e todas as questões são respondidas.

A trama é envolvente, eletrizante, fazendo com que o leitor não desgrude das páginas até ter descoberto quem é o boneco de neve. Nesbo dá ao leitor personagens fortes, bem construídos e carismáticos. Sem contar que ele entrelaça todas as informações e no final entrega um desfecho de tirar o fôlego, que vale cada minuto de suspense e mistério. Não dá para falar muito sem acabar revelando algo importante da história, mas a verdade é que vale a pena cada página virada. Os fãs de gênero vão se deliciar.

Resenhas

Ilha do Medo, Dennis Lehane

Ilha do Medo

“No verão de 1954, o xerife Teddy Daniels chega a Shutter Island com seu novo parceiro, Chuck Aule. A dupla deverá investigar a fuga de uma interna do Hospital Psiquiátrico Ashecliffe, reservado a pacientes criminosos, em meio à angustiante expectativa de um furacão que precipita uma revolta entre os presos, levando o medo ao limite. “

 

 

Sou totalmente viciada no filme com Leonardo Dicaprio e Mark Ruffalo e não sabia que era baseado em um livro, quando soube corri para ler. O livro é tão maravilhoso quanto o filme e com certeza já foi para minha lista de favoritos.

Teddy Daniels e Chuck Aule são dois xerifes que foram designados para investigarem o misterioso desaparecimento de uma paciente do Hospital Psiquiátrico Ashecliffe – na verdade é uma prisão de segurança máxima para criminosos esquizofrênicos. Rachel Solando, uma simples dona de casa que matou seus três filhos afogados, fugiu sem sapatos, conseguiu passar por uma porta trancada a chave por fora e passar sem ser vista por nenhum guarda. No quarto dela, a única pista é um código que Teddy decifra e um questionamento: quem é o paciente 67? Os diretores do hospital não ajudam muito no caso, não permitindo que os xerifes possam olhar os registros da paciente e do médico dela que, coincidentemente, saiu de férias na manhã seguinte ao desaparecimento da paciente.

Teddy é o protagonista dessa história. Herói de guerra, vive uma vida solitária e infeliz desde que sua mulher foi morta em um incêndio causado por um incendiário que se encontra preso na ilha: Andrew Laddies. Devido á isso, Teddy investiga Ashecliffe há algum tempo e descobriu que eles fazem experimentos com os pacientes na ilha. Ele entra em contato com George Noise, um ex paciente da ilha, que depois de ser solto matou a facadas um desconhecido e, no julgamento, implorou para não voltar para o hospital.

“A simpatia é o luxo dos que ainda acreditam na verdade essencial das coisas. Na pureza e nas cerquinhas brancas em torno das casas e das famílias”.

O livro se passa durante os dias em que eles se encontram no hospital. Tem uma tempestade chegando, o que complica as buscas pela paciente desaparecida. E, é claro, deixa o leitor na duvida: se o hospital fica em uma ilha onde a única maneira de sair é de barco, controlado pelo hospital, como Rachel sumiu? E se ela se encontra ainda na ilha, como ela está sobrevivendo com a tempestade? Essas perguntas são respondidas e deixa o leitor de queixo caído.

Dennis Lehane entrega para o leitor uma história claustrofóbica, envolvente e de tirar o fôlego. A trama mexe com o psicológico do leitor, fazendo questionar o que é dado como certo e acreditar no duvidoso. Como falei no inicio da resenha, vi o filme antes do livro e agora depois de terminar a leitura posso afirmar que o diretor Martin Scorsese foi fiel ao livro. A leitura é maravilhosa e já estou louca para ler outros livros do autor.

Filmes

Crítica: Jumanji – Bem-vindo á Selva

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Jumanji: Bem-vindo á Selva é um reboot com um toque de continuação do sucesso de 1995. Em Bem-vindo á Selva, o jogo não é mais de tabuleiro e sim um videogame. No início, é apresentado os personagens, 4 adolescentes oposto um do outro que se encontram em detenção. Lá, eles encontram o jogo e decidem ligar. Após escolherem seus avatares, os quatro são transportados para dentro do jogo e é aí que começa o filme.

Dwayne Johnson é o avatar fortão escolhido pelo nerd, a patricinha escolhe o avatar de um professor gordinho, interpretado por Jack Black, o avatar do jogador de futebol é um pesquisador baixinho (Kevin Hart) e a garota reclusa se transforma em uma mulher sexy e confiante (Karen Gillian). Na selva, eles precisam enfrentar perigos e derrotar o vilão Bobby Cannavale, caso não consigam vencer o jogo ficarão presos dentro do videogame para sempre.

O filme foca bastante na comédia, esquecendo um pouco a ação e o suspense presentes no longa original. Johnson e Hart lideram as cenas de humor, porém quem rouba a cena é Jack Black interpretando a patricinha egoísta que não vive sem seu celular. Ver o ator interpretar uma adolescente mimada rende boas risadas.

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Mesmo deixando a desejar em alguns aspectos, Jumanji é um bom filme de comédia estilo Sessão da Tarde. O tom mais sombrio e as cenas de medo que compõem o filme original não estão presentes nesse reboot, porém o filme tem o tom certo da comédia, trazendo super poderes para os protagonistas. Além, é claro, da chance de serem grandes heróis.

Alguns fãs do filme podem se sentirem decepcionados com essa nova versão, porém o diretor Jake Kasdan trouxe uma deliciosa comédia para se assistir com a família e amigos. Em nenhum momento, Kasdan traz a nostalgia para o filme, remetendo algo para o filme original, e a ideia de transformar o jogo para videogame foi genial pois hoje em dia ninguém mais tem paciência para jogos de tabuleiro. Jumanji de 1995 ainda continua arrebatando fãs mesmo 23 anos depois de sua estreia, contudo o novo Jumanji é capaz de conquistar fãs e ser um simbolo para a nova geração.